A Foundation projetou o primeiro humanóide americano construído explicitamente para o campo de batalha. Com US$ 24 milhões em contratos militares e duas unidades já testadas na Ucrânia, o Phantom MK1 representa uma mudança de paradigma na guerra moderna.
Phantom MK1 em demonstração na sede da Foundation, São Francisco, 2025. Foto: Mattia Balsamini / TIME
Repórter da CNET teleopera o robô com headset VR na sede da Foundation em São Francisco.
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O Phantom MK1 é um robô humanóide de propósito geral, projetado para operar em ambientes construídos para pessoas. Seu hardware equilibra eficiência, segurança e capacidade de trabalho real.
| Parâmetro | Valor |
|---|---|
| Altura | 175 cm |
| Peso | ~80 kg |
| Velocidade máxima | 1,7 m/s (~6,1 km/h) |
| Payload (carga) | 20 kg |
| Graus de liberdade (corpo superior) | 19 DOF |
| Dedos | 10 (mãos antropomórficas) |
| Tecnologia dos atuadores | Atuadores cicl oidais, back-drivable |
| Sensores | 8 câmeras na cabeça + sensores visuais |
| Integração LLM | Sim — stack task-to-motion |
| Material estrutural | Aço jet black + revestimento stealth |
| Blindagem | Balística + coating anti-sensor térmico |
| Preço (small volume) | ~US$ 150.000 |
| Meta de preço (escala) | ~US$ 100.000 (subscription) |
Software e Controle: Abordagem camera-first. Raciocínio de alto nível via large language models. Modelos de ação proprietários traduzem tarefas em movimento de corpo inteiro. Pilha combina autonomia com teleoperação supervisionada — habilidades como agarrar, carregar, abrir portas e line tending.
A Foundation é uma startup de robótica com sede em San Francisco, fundada por Mike LeBlanc (ex-Marine Corps, 14 anos, veterano do Iraque e Afeganistão) e Sankaet Pathak (CEO e fundador).
LeBlanc argumenta que o Phantom MK1 nasceu de uma experiência direta no campo de batalha: "Nós pensamos que há um imperativo moral para colocar esses robôs na guerra em vez de soldados". O argumento central: robôs não sofrem fadiga, medo, trauma ou crimes de guerra por estresse — e podem operar 24/7 em condições extremas.
Contratos militares dos EUA: US$ 24 milhões em contratos com Exército, Marinha e Força Aérea (SBIR Phase 3). A empresa é um fornecedor militar aprovado. Testes com o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA para "methods of entry" — colocar explosivos em portas sem risco humano.
Investidor de destaque: Eric Trump — nomeado conselheiro estratégico da Foundation em 2026. A conexão política levantou questões sobre transparência e concentração de poder em empresas de armas autônomas.
Combate direto: Capaz de wielding qualquer arma que um humano possa usar — revolver, pistola, shotgun, fuzil M16. A empresa demonstra o robô regularmente com armamento pesado, propositadamente intimidador.
As aplicações planejadas incluem:
"Nós achamos que existe um imperativo moral para colocar esses robôs na guerra em vez de soldados."
— Mike LeBlanc, co-fundador da Foundation, ex-Marine CorpsA Ukraine, que lança até 9.000 drones por dia, se tornou o principal campo de provas de armas autônomas do mundo.
"É uma guerra de robôs completa, onde o robô é o combatente primário e os humanos estão em suporte. É o oposto exato do Afeganistão: os humanos eram tudo, e nós tínhamos ferramentas suplementares."
— Mike LeBlanc, veterano Marine Corps, +300 missões de combateA Foundation está em negociação avançada com o Pentágono para uso em cenários de combate ativo. O Ministry of Defense da Ukraine confirmou o recebimento das unidades para avaliação de efetividade em operações reais.
Elimina risco de morte de soldados humanos
Robôs não sofrem fadiga, medo ou trauma
Operação contínua 24/7 em condições extremas
Imunes a radiação, químicos e agentes biológicos
Precisão superior e menor dano colateral
Potencial "deterrent" — exércitos de robôs neutralizam vantagem tática
Reduz barreiras políticas para iniciar conflitos
Difunde responsabilidade por abusos de direitos humanos
Desumaniza ainda mais a warfare
Vieses algorítmicos em reconhecimento facial (risco para civis)
Drones na Ucrânia já disparam autonomamente quando jamming corta controle remoto
Sem transparência entre lados de um conflito
Sistemas de armas autônomas letais são "politicamente inaceitáveis" e "moralmente repugnantes" — António Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas.
Situação legal atual: Protocolos do Pentágono determinam que sistemas automatizados só podem engajar com "sinal verde humano". A Foundation reafirma essa intenção. Porém, em 28 de fevereiro de 2026, o presidente Donald Trump assinou ordem executiva removendo restrições a contractors de IA que impediam vigilância de cidadãos americanos e autonomia de armas letais.
Previsto para 2026, o MK2 trará atuadores aprimorados e +30% de payload. Metas de produção: 40–50 unidades em 2025; mais de 10.000 unidades em 2026, condicionadas à execução. A visão de longo prazo inclui deployment em bases antárticas e, eventualmente, Marte.